Programa Brasileiro de Redes Elétricas Inteligentes – Smart Grid

29 maio, 2012

O Programa Brasileiro para implementação da rede Smart Grid no país deve ficar pronto até o fim do ano. A expectativa é muito grande, pois a nova legislação traz grandes oportunidades de negócio para as empresas e, quem sabe, redução de custos para o consumidor final. Só para dar um exemplo, mais de 60 milhões de medidores de energia elétrica (o famoso relógio) serão substituídos, segundo emenda do Senador Blairo Maggi, num prazo de 8 anos. Além dos medidores residenciais, toda a infraestrutura das concessionárias de distribuição e geração de energia deverão sofrer adaptações. É muito investimento!

Espero que os benefícios sejam altos. Nos EUA e outros países foram, mas no Brasil, infelizmente estamos acostumados a assistir as agências reguladoras e ministérios trabalhando em favor das empresas, deixando nós consumidores em segundo plano. Eu tenho uma opinião sobre a adoção do Smartgrid no Brasil, mas como este blog não é político, e sim técnico, vou deixar pra lá. Vou focar apenas no aspecto técnico que me preocupa: a segurança destas redes. Leia o resto deste post »


O PAC da (in)segurança digital

20 junho, 2007

Todos falam no PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, que enfim promete nos tirar desta inércia e lançar o nosso país numa posição de liderança econômica sólida. Basicamente, o PAC consiste, muito certamente, no investimento em ações de infraestrutura, como a revitalização de portos, ferrovias, construção de térmicas e hidrelétricas, gasodutos, telecomunicações, enfim, tudo o que as empresas precisam para garantir um crescimento investindo com a certeza de que não vai faltar energia, transporte etc.

Então se planeja algumas refinarias e pólos petroquímicos, mais plataformas e polidutos, algumas térmicas e hidrelétricas, mas vamos deixar de lado o fato de que o crescimento econômico do Brasil incomoda muita gente e isso representa um risco, cuja história recente do século XX nos ensinou que pode terminal mal? Vamos deixar de lado que a segunda metade do século XX pra cá foi de paz, pois não lembro agora de nenhuma guerra entre duas democracias neste período. De paz? De paz não, de conflitos não-bélicos. Não estou me referindo a guerra-fria. Me refiro a conflitos quase diários travados nos tribunais da OMC e outras instituições; aos conflitos que ocorrem nas mesas de negociação por investimentos estrangeiros; nos conflitos que ocorrem na especulação financeira que destrói bolsas, quebra empresas e gera desemprego. Leia o resto deste post »


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